A Ilha St. Barths

Descoberta em 1493 por Cristóvão Colombo, a ilha foi reivindicada pela coroa espanhola e seu nome indígena de Oanalao foi alterado para St. Barthélemy, em honra do irmão de Colombo.

Tomada por franceses e colonizada em meados do século 17, a ilha sofreu muitos anos de incerteza em tempos turbulentos de guerra, pirataria e conflitos com as tribos nativas.

Em 1785, a França cedeu a ilha para a Suécia em troca de direitos comerciais em outros lugares. A coroa sueca teve um interesse no comércio e desenvolvimento interno e, com isso, a "Era Sueca" marcou um período de prosperidade e crescimento, cuja influência ainda é visível até hoje.

Pouco mais de um século depois, a ilha voltou para o governo francês e permaneceu pouco conhecida por grande parte do século 20, até a compra de terras por parte da família Rockefeller e visitas de estrelas do cinema americano, gerando um burburinho de turistas e jetsetters. Hoje, a população de St. Barth é de cerca de 9 mil pessoas. Todos gozam de um estatuto especial, como parte do “Outro lado da França”, dando uma grande autonomia sob a liderança do presidente da ilha, Bruno Magras, e seu Conselho Territorial de 19 membros.

Linda como poucas, badalada na medida e sofisticada sem ser metida, o segredo de St. Barths está em ser exuberante em cada detalhe, sem deixar de ser low-profile (para aqueles que assim querem). Não à toa, também é a ilha favorita dos ricos e famosos, celebridades e wannabes. Durante o inverno do Hemisfério Norte é pra lá que todos fogem, aproveitando o clima de verão com shorts de praia despojados e toalhas grifadas.

Com 22 praias de tirar o fôlego (não deixe de conhecer a reservada Gouverneur, batizada pelos locais de Abramobeach, por abrigar a estonteante villa de Abramovich) e boas novidades a cada temporada, St. Barth precisa ser desvendada de carro (alugar um Mini conversível já na chegada ao aeroporto é ótima pedida) e sem pressa, em especial entre dezembro e abril, meses mais movimentados por lá. Além da beleza natural, está entre seus principais atrativos a sensação de segurança total: a taxa de criminalidade na ilha é praticamente zero, índice raríssimo no Caribe. Acredite: você pode deixar a porta do carro destrancada e jamais será incomodada por ambulantes ou vendedores de souvenir. Até hoje, não é permitida a construção de prédios altos, resorts com centenas de quartos, muito menos shopping centers na ilha.

Das lojas ao menu dos restaurantes, St. Barth tem clima 100% europeu. A moeda local é o euro, e grifes como Cartier, Hermès e Louis Vuitton marcam presença nos predinhos comerciais de Gustavia, a capital da ilha – a região não passa de um charmoso centrinho, uma espécie de Rua das Pedras de Búzios em versão deluxe, com direito a píer e calçadão. Nos restôs, as cartas de vinho ostentam excelentes rótulos, a preços mais baixos que os praticados nas mesas parisienses, já que os impostos são menores na ilha. Em resumo: St. Barth é um lugar lotado de bons profissionais que se cansaram do Velho Mundo e partiram em busca de uma vida mais relax à beira-mar.

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